read more
The consequences of Web 2.0 are inherently dangerous for the vitality of culture and the arts. Its empowering promises play upon that legacy of the '60s—the creeping narcissism that Christopher Lasch described so presciently, with its obsessive focus on the realization of the self.
Andrew Keen; “Web 2.0. The second generation of the Internet has arrived. It's worse than you think.”
Web 2.0 is Made of People!
Ross Mayfield
Desde que tenha acesso a um computador e a uma ligação à internet, praticamente qualquer pessoa pode facilmente manifestar as suas ideias, possuir a sua própria estação de televisão e de rádio, organizar grupos sociais com os mesmos interesses... As plataformas características da denominada web 2.0 assim o permitem. Locais como MySpace, Facebook, YouTube, Flickr que funcionam sobretudo graças às pessoas que os utilizam e aquilo com que estas contribuem. Contribuições que vão desde simples comentários e pequenas visitas a desenvolvimentos técnicos da própria plataforma, passando, claro está, pela criação de profiles e a publicação de dados. Pessoas que se manifestam comodamente em diferentes locais, muitas vezes simultaneamente, divulgando informação, criando comunidades e progressivamente desenvolvendo identidades on-line.
Mas o que realmente fazer quando se é confrontado com todas estas novas capacidades? O que é que se poderá publicar? Será que a vida trivial que se leva é suficientemente merecedora de ser documentada desta forma? O que aconteceu durante o dia? O que se fez durante a manhã, no trabalho, o que se viu na televisão? Que profile criar? Que aspecto biográfico é digno de ser relatado? E para quê todos aqueles conhecimentos com os quais na realidade nunca se teve contacto a não ser através de outros profiles em páginas da web? E faz-se um vídeo sobre quê? Fala-se perante uma câmara? Mas para qual audiência? E irá mesmo alguém vê-lo? E importará realmente que alguém o veja? Porque razão fazê-lo de todo? Porquê a construção de tal identidade? Reconhecimento e popularidade? Conhecer pessoas que de outra forma não se conheceria? Interagir? Comunicar? Ou apenas porque se pode? As ferramentas existem, tem-se algum tempo disponível e pode-se fazê-lo?
O que é que exactamente se faz em locais como o MySpace? Constroem-se profiles e deixam-se comentários, coleccionam-se amigos e publicam-se fotos e vídeos? Mas que vídeos e fotos, que comentários? E o Youtube e a quantidade de vlogs ou vídeo blogs que proliferam na web? Quem os faz e para quê? Poder-se-á encontrar algum tema recorrente na maioria dos blogs? E será algo tão perigoso como diz Andrew Keen? Ou apenas uma das consequências de deixar a web ser feita pelas pessoas e cada pessoa ter direito ao seu lugar, quer seja considerado relevante ou não?
somewebperson é um projecto todo ele baseado na web, fomentando-se como uma identidade on-line que se manifesta através de diferentes plataformas existentes em diferentes lugares. Não intenta responder às questões previamente levantadas mas oferecer os instrumentos para que cada um faça as suas próprias respostas. Pode até ser encarado como um local que inspire a utilização de algumas das ferramentas disponíveis. Ou poderá simplesmente servir para dar uma rápida vista de olhos sem provocar qualquer efeito — porque a web assim mesmo o permite.
home / tom is my friend / me on virb / del.icio.us / what am I doing? / somelonelyperson15 / view my pics / audioblog / jumpcut / :-*